O memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã, assinado em 17 de junho para encerrar hostilidades na região, enfrenta novos impasses em menos de duas semanas. Divergências sobre a circulação de navios no Estreito de Ormuz e confrontos entre Israel e Hezbollah geraram ameaças e ataques, levando a um risco de confronto direto.
A formalização do acordo ocorreu em etapas. Após adesões eletrônicas em 14 de junho, o documento foi formalizado presencialmente em 17 de junho, com a promessa de fim imediato de hostilidades. O memorando previa, ainda, a reabertura do Estreito de Ormuz, a suspensão do bloqueio naval americano e a criação de um fundo de reconstrução de US$ 300 bilhões.
As tensões voltaram a escalar em junho. Em 20 e 21 de junho, Teerã anunciou que poderia fechar o estreito, alegando falta de garantia de cessar-fogo no Líbano. Em resposta, um representante dos EUA afirmou que o Irã “não teria mais um país” caso o estreito fosse fechado. Em 24 de junho, a Agência Marítima da ONU lançou um esquema de evacuação para cerca de 11 mil marinheiros retidos na região.
A crise militar se intensificou no dia 27. Um petroleiro panamenho foi atingido por um drone iraniano, e os EUA responderam com ataques aéreos contra alvos militares iranianos em Sirik. Na madrugada de 28 de junho, o Irã lançou mísseis e drones contra bases americanas no Kuwait e no Bahrein. Em meio a isso, um representante dos EUA afirmou que poderia “concluir militarmente o trabalho” contra a República Islâmica do Irã.

