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Mundo

Acordo EUA-Irã Enfrenta Crise em Menos de Duas Semanas

Carla Fernandes
Última atualização: 28 de junho de 2026 23:45
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã, assinado em 17 de junho para encerrar hostilidades na região, enfrenta novos impasses em menos de duas semanas. Divergências sobre a circulação de navios no Estreito de Ormuz e confrontos entre Israel e Hezbollah geraram ameaças e ataques, levando a um risco de confronto direto.

A formalização do acordo ocorreu em etapas. Após adesões eletrônicas em 14 de junho, o documento foi formalizado presencialmente em 17 de junho, com a promessa de fim imediato de hostilidades. O memorando previa, ainda, a reabertura do Estreito de Ormuz, a suspensão do bloqueio naval americano e a criação de um fundo de reconstrução de US$ 300 bilhões.

As tensões voltaram a escalar em junho. Em 20 e 21 de junho, Teerã anunciou que poderia fechar o estreito, alegando falta de garantia de cessar-fogo no Líbano. Em resposta, um representante dos EUA afirmou que o Irã “não teria mais um país” caso o estreito fosse fechado. Em 24 de junho, a Agência Marítima da ONU lançou um esquema de evacuação para cerca de 11 mil marinheiros retidos na região.

A crise militar se intensificou no dia 27. Um petroleiro panamenho foi atingido por um drone iraniano, e os EUA responderam com ataques aéreos contra alvos militares iranianos em Sirik. Na madrugada de 28 de junho, o Irã lançou mísseis e drones contra bases americanas no Kuwait e no Bahrein. Em meio a isso, um representante dos EUA afirmou que poderia “concluir militarmente o trabalho” contra a República Islâmica do Irã.

TAGGED:ataques militaresconflito-regionalDiplomaciaestreito-ormuzeua-ira
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