Um teste realizado em parceria com a Universidade Municipal de São Caetano do Sul revelou que 75% das garrafinhas de água analisadas continham colônias de bactérias. A pesquisa avaliou 50 recipientes em parque, escola, academia e escritório, indicando que a falta de limpeza adequada representa risco à saúde.
Os pesquisadores identificaram oito tipos de bactérias nas amostras, que podem provocar diarreia, vômito, febre, cólicas e desidratação. A biomédica Renata Borges Franchi, pesquisadora do Projeto IPH da USCS, declarou preocupação com a presença de bactérias de esgoto nos recipientes. Segundo os especialistas, o problema reside na garrafa, e não na água.
A contaminação pode ocorrer ao tocar no recipiente com as mãos sujas, deixar a garrafa no chão ou ao compartilhar o item. A pesquisadora alertou que compartilhar garrafinhas não é recomendado, pois cada indivíduo possui uma microbiota diferente.
Para limpar corretamente, a recomendação é desmontar completamente a garrafa. O processo inclui deixar as peças de molho por 15 a 20 minutos em solução de água sanitária, lavar com água e sabão, e secar as peças abertas e viradas para baixo. O ideal é repetir esse procedimento diariamente.

