O ETF FNDF distribui pagamentos semestrais provenientes de dividendos de cerca de 800 empresas de grande capitalização em mercados desenvolvidos fora dos Estados Unidos. O fundo, que prioriza empresas geradoras de caixa, enfrenta ameaças de tarifas e instabilidade no Oriente Médio sobre a sustentabilidade desses rendimentos.
O FNDF acompanha o Russell RAFI Developed ex US Large Company Index, metodologia que pondera os ativos por vendas, fluxo de caixa e retorno aos acionistas, e não por capitalização de mercado. Essa abordagem direciona o fundo a negócios maduros e lucrativos, o que é relevante para a segurança da distribuição, pois o índice seleciona empresas que financiam pagamentos com lucros reais.
O rendimento do fundo provém exclusivamente de dividendos ordinários pagos por companhias em países como Japão, Reino Unido, França, Suíça e Alemanha. Esses valores são convertidos para dólares e repassados aos detentores duas vezes ao ano. A taxa de câmbio é uma variável real, pois um dólar mais fraco inflaciona o valor dos dividendos estrangeiros, enquanto um dólar mais forte os reduz, e o fundo não realiza cobertura contra essa exposição.
A Shell, uma das principais posições, teve seu dividendo trimestral de 0,3906 dólares no primeiro trimestre de 2026 coberto por 2,9 bilhões de dólares em fluxo de caixa livre. Contudo, a dívida líquida da empresa subiu para 52,6 bilhões de dólares. Já o HSBC manteve o dividendo intermediário de 0,10 dólar por ação, mesmo com o lucro por ação do primeiro trimestre ficando 81% abaixo do consenso devido a uma provisão de perda de crédito de 1,3 bilhão de dólares.

