O Brasil ocupa a 16ª colocação no ranking global de capacidade de processamento de computação de alto desempenho, com dez supercomputadores instalados no território. Esses sistemas somam 143 petaflops em Rmax, métrica utilizada pela TOP500 para classificar a tecnologia.
A capacidade de processamento dos sistemas é medida pela TOP500, um projeto internacional que utiliza o teste Linpack para classificar a velocidade de resolução de problemas matemáticos complexos. Os 143 petaflops brasileiros equivalem, em estimativa, à capacidade de cerca de 700 mil notebooks. Contudo, esse volume representa apenas 6,5% da capacidade do líder do ranking, o sistema chinês LineShine.
A infraestrutura nacional concentra o uso na Petrobras, que opera seis dos dez sistemas listados. O supercomputador mais bem posicionado do país é o Harpia, da estatal, que figura na 37ª posição. Além disso, instituições como o LNCC, SiDi e Software Company MBZ também possuem máquinas no parque nacional.
Em paralelo, o governo federal busca ampliar essa capacidade com um novo supercomputador, parte do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA). O projeto, com orçamento estimado em R$ 2 bilhões, está em fase de estruturação técnica e orçamentária, com previsão de implantação em 2027. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) informou que o novo sistema será compartilhado entre instituições de ciência e tecnologia, podendo ser acessado por universidades e startups.

