O Congresso Nacional de Privacidade e Proteção de Dados (CNPPD 2026) discutiu o tema “CiberGuerras”, alertando que a transformação digital ampliou a superfície de ataques cibernéticos. Especialistas afirmaram que a proteção digital requer mais que tecnologia, necessitando de um ecossistema preparado e colaboração entre setores.
A competitividade empresarial depende da transformação digital, mas o avanço da inteligência artificial e da hiperconectividade também elevou os riscos de ataques cibernéticos em escala global. A Associação Nacional do Mercado e Indústria Digital (AnaMid) participou do evento, reforçando que a segurança digital depende de processos estruturados e da maturidade das empresas, e não apenas de soluções tecnológicas.
Segundo a AnaMid, grande parte dos incidentes cibernéticos resulta de baixa maturidade digital, ausência de governança e desconhecimento tecnológico. Empresas mais preparadas investem em gestão, capacitação e proteção de dados, tornando-se mais resilientes. O mercado digital, hoje, lida com golpes de inteligência artificial e desinformação, exigindo que profissionais assumam papel estratégico na construção da confiança digital.
Um aprendizado central do CNPPD 2026 foi a necessidade de atuação integrada. Michel Souza, membro da AnaMid, declarou que inovação, marketing digital, proteção de dados e cibersegurança devem caminhar juntos. A colaboração entre governos, universidades e empresas é vista como essencial para elevar o nível de maturidade digital do país.

