O cenário eleitoral do Distrito Federal permanece incerto com a indefinição de alianças e a ausência de nomes para vice-governador. Faltando menos de cem dias para o primeiro turno, os partidos aguardam as convenções, que ocorrem entre 20 de julho e 5 de agosto, para consolidar as chapas.
Até o momento, oito pré-candidatos ao governo do DF se posicionaram: Celina Leão (PP), Kiko Caputo (Novo), Leandro Grass (PT), Izalci Lucas (PL), Ricardo Cappelli (PSB), Paula Belmonte (PSDB), José Roberto Arruda (PSD) e Samara Mineiro (Unidade Popular). A decisão sobre a chapa de reeleição da atual governadora Celina Leão (PP) ainda não foi tomada, segundo interlocutores do governo. Gustavo Rocha (Republicanos) é um nome cotado, mas a indicação é incerta devido ao desgaste na relação entre a governadora e o governador Ibaneis Rocha (MDB).
Leandro Grass (PT) informou que a Federação Brasil da Esperança ofereceu a vaga de vice ao PSB, mas este mantém a candidatura própria. Grass disse que as negociações de alianças avançam com partidos do campo popular e progressista, como PDT, Rede e PSOL. Ricardo Cappelli, por sua vez, afirmou que busca construir uma Frente Ampla, cujo critério é não apoiar Bolsonaro nem a dupla Ibaneis-Celina, e ressaltou que o prazo final para definição da chapa é 5 de agosto.
Outros pré-candidatos também aguardam definições. Kiko Caputo (Novo) e Paula Belmonte (PSDB) declararam que não há anúncios formalizados sobre os nomes que comporão suas chapas. José Roberto Arruda (PSD) afirmou que as articulações estão sendo lideradas pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, em conjunto com o dirigente da legenda no Distrito Federal, Paulo Octavio.

