O mercado de inteligência artificial nos Estados Unidos enfrenta um desafio energético crítico, com projeções de um déficit de 19 gigawatts até 2028, segundo o CEO da Hewlett Packard Enterprise (HPE). Esse gargalo força grandes centros de dados a buscar fontes de energia descentralizadas, impulsionando o interesse em soluções como a Bloom Energy.
O crescimento exponencial dos data centers de IA exige um suprimento de energia confiável, e a rede elétrica americana tem dificuldade em acompanhar essa demanda. O CEO da HPE, Antonio Neri, citou o dado do déficit de energia, que equivale à capacidade de abastecer cerca de 16 milhões de residências. Ele explicou que os data centers podem consumir quase metade da eletricidade do país até 2030, tornando o tempo de fornecimento de energia um fator de valorização.
Em contraste com as usinas tradicionais, a Bloom Energy oferece sistemas modulares de células de combustível de óxido sólido (SOFC) instalados diretamente nos locais dos clientes. De acordo com um relatório da própria empresa, entre 27% e 38% dos data centers podem depender de energia local até 2030. A empresa já possui contratos significativos, como a expansão do acordo com Oracle para suportar até 2,8 GW de capacidade.
Os resultados financeiros da Bloom Energy refletem essa demanda crescente. A receita do primeiro trimestre subiu 130% em relação ao ano anterior, atingindo 751 milhões de dólares. A gestão da companhia elevou a previsão de receita para 2026, indicando um crescimento de aproximadamente 80% no ponto médio. A solução modular da Bloom Energy permite implantações em meses, em oposição aos anos necessários para a construção de novas usinas de grande escala.

