Plataformas de redes sociais, como o Facebook, estão sendo usadas para comercializar animais selvagens ameaçados de extinção, segundo um relatório de ONGs. A pesquisa aponta que o Facebook concentra a maior parte do tráfico online de fauna, com anúncios de pangolins e chifres de rinoceronte.
Um pangolim morto foi anunciado para venda em uma publicação do Facebook por uma conta tailandesa que comercializa “iguarias silvestres sazonais”. O animal, um dos mais traficados do mundo, teve suas escamas removidas. A publicação ilustra o tráfico ilegal desenfreado de animais selvagens em plataformas da Meta.
Um relatório divulgado por diversas ONGs acusa a Meta de hospedar o “maior mercado ilegal de comércio de animais selvagens do mundo”. A Iniciativa Global contra o Crime Organizado Transnacional (GI-TOC) alertou que o Facebook se tornou a principal infraestrutura para o tráfico online de animais selvagens. A pesquisa GI-TOC identificou mais de 20 mil anúncios de mais de 260 mil produtos de vida selvagem entre abril de 2024 e março de 2026, sendo quase três quartos no Facebook.
Ambientalistas argumentam que a monetização de conteúdo promovida pela Meta incentiva atos ilegais. Um investigador independente de tráfico de animais selvagens disse que “essa monetização de conteúdo promovida pelo Facebook e Instagram está, na verdade, incentivando as pessoas a cometerem atos ilegais”. A Meta recusou-se a responder às perguntas da imprensa, apontando políticas que restringem a venda de espécies ameaçadas.

