O mercado financeiro precifica um novo corte na taxa básica de juros, Selic, para agosto, com projeção de redução de 0,25 ponto percentual, o que levaria a taxa a 14% ao ano, segundo estimativas do Projeções Broadcast. Apesar da expectativa de queda, um especialista afirmou que a renda fixa permanece bastante atrativa para investidores.
Tales Barros, líder de renda variável da W1 Capital, avaliou que a combinação do Relatório de Política Monetária do Banco Central com dados do IPCA-15, que vieram abaixo do esperado, reabriu a possibilidade de um novo corte na taxa. Contudo, ele observou que a ausência de consenso nas estimativas impede garantir a continuidade do ciclo de reduções.
Barros destacou que, mesmo com um eventual corte, títulos atrelados à inflação com vencimento a partir de 2032 oferecem retorno de inflação mais 8,47% a 8,5% ao ano. Ele comentou que a Bolsa de Valores segue incerta e compete com a renda fixa, que mantém seu apelo. A queda da Selic reduz a taxa de desconto das empresas, gerando expectativas de melhora nos lucros.
Para quem investe em renda variável, o especialista indicou setores com maior previsibilidade, como energia — incluindo geração, transmissão e distribuição. Setores sensíveis a juros menores, como varejo e construção civil, também tendem a liderar altas. Barros acrescentou que o Banco Central adota cautela, aguardando definições mais claras, pois as decisões dependerão dos dados divulgados nos próximos 40 dias.

