A Ferrari negou que esteja condicionando o acesso aos seus modelos de edição limitada à compra do Luce, seu primeiro carro 100% elétrico. O esclarecimento veio após um relatório da imprensa indicar que clientes poderiam ser incentivados a adquirir o veículo para manter ou melhorar sua posição no sistema de alocação.
O executivo Enrico Galliera, Diretor Comercial e de Marketing da Ferrari, declarou que a empresa não está pressionando os clientes a comprar o Luce. Segundo Galliera, aplicar tal pressão seria um “grande erro”, pois poderia gerar o efeito oposto ao desejado, fazendo com que o carro fosse comprado por quem não o quer.
A marca utiliza um sistema de distribuição para seus modelos mais disputados, priorizando clientes com histórico de relacionamento antigo, proprietários de várias unidades e aqueles que mantêm os veículos por longo tempo. O Luce, apesar de ser o primeiro elétrico da Ferrari, gerou debate e reação negativa no mercado.
O lançamento do Luce, que utiliza uma plataforma nova com quatro motores independentes e entrega mais de 1000 cv, foi acompanhado por queda de 8,4% nas ações da Ferrari em Milão. O modelo, desenvolvido com estúdio LoveFrom, possui cinco assentos reais e acelera de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos.

