A Polícia Civil investiga, por meio da Operação El Dourado, um esquema de fraude no setor agropecuário que causou prejuízo superior a R$ 55,9 milhões ao erário do Tocantins. O grupo simulava negociações de grãos usando empresas de fachada e validava transferências com a biometria facial de terceiros.
A investigação revelou que o objetivo central era gerar créditos fictícios de ICMS por meio da emissão de notas fiscais falsas. Os suspeitos, incluindo contadores, pagavam mensalidades para usar a identidade de pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica. O esquema utilizava a biometria facial de terceiros para autorizar movimentações bancárias de alto valor.
As empresas de fachada, conhecidas como “empresas noteiras”, operavam com estruturas físicas mínimas, como salas de 24 metros quadrados. Líderes controlavam as simulações de compra e venda de grãos, como soja e milho, remotamente. Um homem de 29 anos foi identificado como o principal responsável pelo controle dessas operações em Unaí (MG).
Um dos contadores envolvidos está foragido, sendo apontado como responsável por lidar diretamente com os terceiros. Outro contador, gerente do escritório, foi alvo de mandados de busca e apreensão. A polícia apura o uso de ameaças contra aqueles que tentavam abandonar o esquema.

