Rodoviários do Rio de Janeiro iniciaram greve por tempo indeterminado na madrugada de segunda-feira (29). O sindicato das viações, Rio Ônibus, informou que pelo menos 25 coletivos foram vandalizados em piquetes no primeiro dia da paralisação. A categoria exige reajustes salariais e mudanças contratuais.
O movimento começou à 0h, após decisão em assembleia realizada no domingo (28). O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região deferiu liminar que exige circulação mínima de 50% da frota nos horários de pico e 25% nos intervalos. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 50 mil, aplicada a cada entidade sindical envolvida.
A prefeitura do Rio de Janeiro declarou que o sistema BRT, gerido pela MOBI-Rio, operará normalmente. O município afirmou acompanhar a situação e solicitou à Justiça o aumento do percentual de circulação para reduzir os impactos à população.
As reivindicações do sindicato incluem a mudança da data base para 1º de março, salário de R$ 5 mil para motoristas que dirigem articulados e R$ 4 mil para os demais. Outras demandas são o fim de contrato temporário no BRT, tíquete alimentação de R$ 1 mil e jornada de trabalho 5×2.

