O Ministério do Comércio da China incluiu 40 empresas japonesas em listas de vigilância e controle de exportações na segunda-feira, 29 de junho de 2026. A ação visa frear a ambição de remilitarização do Japão, que avança na produção de mísseis e embarcações militares.
As empresas inseridas na lista de vigilância devem apresentar relatório de avaliação de risco e se comprometer a não usar itens chineses, como terras-raras, para fins militares. Já as companhias na relação de controle de exportações ficam proibidas de exportar tecnologias chinesas. Essa medida segue um movimento anterior que incluiu 10 empresas dos Estados Unidos.
A restrição chinesa ocorre em um momento de intensificação das negociações entre Japão e Filipinas sobre zonas econômicas exclusivas no Pacífico. Pequim se opõe a decisões nessas áreas, pois elas incluem regiões próximas a Taiwan, território que a China considera integral.
Entre as empresas sob vigilância estão Mitsui, Hitachi e o braço da Mitsubishi focado em componentes para reatores nucleares. As companhias podem solicitar remoção das listas se cooperarem com o governo chinês, fornecendo os relatórios e assumindo o compromisso de não produzir itens militares.

