A Micron, fabricante americana de chips, registrou forte crescimento nos resultados trimestrais, impulsionado pela escassez global de memória para inteligência artificial (IA). O desempenho fez as ações da companhia dispararem mais de 16% na Bolsa de Nova York na última quinta-feira (25), elevando seu valor de mercado para quase US$ 1,4 trilhão (R$ 7,2 trilhões).
No trimestre fiscal encerrado em 28 de maio, o lucro líquido da Micron saltou para US$ 28,2 bilhões (R$ 144,7 bilhões), um aumento significativo em relação aos US$ 1,9 bilhão (R$ 9,8 bilhões) do ano anterior. A receita da empresa também avançou quase 350%, totalizando US$ 41,5 bilhões (R$ 214,5 bilhões) no período. A companhia projeta vendas de aproximadamente US$ 50 bilhões (R$ 258,4 bilhões) para o período atual.
O crescimento reflete a valorização dos chips de memória que equipam servidores de IA. A escassez desses componentes elevou os preços, tornando-os gargalo na expansão de data centers. A margem bruta ajustada da Micron atingiu 84,9% no trimestre de maio, contra 39% um ano antes, e a empresa projeta 86% para o trimestre atual.
A Micron domina o mercado global de chips de memória ao lado de SK Hynix e Samsung. Grandes empresas como Amazon, Meta, Microsoft e Alphabet devem investir conjuntamente US$ 725 bilhões (R$ 3,7 trilhões) em infraestrutura de IA neste ano. A escassez também afetou o mercado de consumo, e o CEO da Apple, Tim Cook, confirmou que a falta de chips obrigou a empresa a elevar preços em iPads e MacBooks.

