Saques mínimos obrigatórios (RMD) de planos de aposentadoria podem gerar encargos significativos de Medicare (IRMAA). Um saque de US$ 122.000 pode resultar em US$ 13.872 em encargos anuais ao longo de três anos, devido à regra de retrospectiva de dois anos.
A regra de retrospectiva de dois anos do IRMAA cria um risco financeiro para aposentados. Um saque de US$ 122.000, por exemplo, determina os prêmios de Medicare para o ano seguinte. Os saques subsequentes definem os prêmios para os anos seguintes, totalizando cerca de US$ 42.000 em encargos antes de considerar impostos federais.
Para casais, o nível superior de IRMAA em 2026 começa em renda bruta ajustada modificada (MAGI) de US$ 750.000. Nesse patamar, cada cônjuge paga um adicional de US$ 487 por mês na Parte B do Medicare. Somando o ajuste de renda da Parte D, o custo mensal para a casa atinge US$ 1.156, ou US$ 13.872 anuais, além do prêmio padrão.
Para mitigar esse impacto, é possível utilizar distribuições caritativas qualificadas (QCD). Essa modalidade envia recursos diretamente do plano de aposentadoria para uma instituição de caridade, cumprindo parte do RMD sem elevar o rendimento tributável. O limite de QCD para 2026 é de US$ 111.000 por pessoa.

