A FIFA adota apelidos genéricos para os estádios da Copa do Mundo, criando imprecisões geográficas em função da política de não citar patrocinadores. Essa prática transforma arenas modernas em referências regionais, como o SoFi Stadium, que passa a ser chamado de Estádio de Los Angeles.
A estratégia da FIFA segue o modelo de outros eventos esportivos e aeroportos, que utilizam nomes de cidades conhecidas como referência, mesmo quando a instalação física se localiza em um município próximo. Por exemplo, o Levi’s Stadium, situado em Santa Clara, foi batizado como Estádio da Área da Baía de São Francisco, aproveitando a popularidade da vizinha São Francisco.
Outros casos ilustram a padronização. O Gillette Stadium, em Foxborough, Massachusetts, é referido como Estádio de Boston durante o Mundial. No Texas, o AT&T Stadium, localizado em Arlington, é chamado de Estádio de Dallas, exigindo deslocamento dos torcedores. Na Flórida, o Hard Rock Stadium foi temporariamente designado como Estádio de Miami, embora sua localização seja Miami Gardens.
No México, a adaptação ocorreu de forma similar: o Estadio Akron virou Estádio de Guadalajara, apesar de estar em Zapopan, e o Estadio BBVA foi renomeado para Estádio de Monterrey, mesmo com o GPS apontando para Guadalupe. O MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey, foi chamado de Estádio de Nova York Nova Jersey, incorporando as duas referências metropolitanas.

