A Micron Technology registrou um trimestre fiscal recorde, alcançando margem bruta não-GAAP de 84,9%, o que expõe o poder de barganha na cadeia de suprimentos de inteligência artificial. A empresa de memória anunciou contratos estratégicos de US$ 100 bilhões, enquanto a Apple reportou seu melhor trimestre de março, mas sinalizou riscos ligados à dependência de fornecedores.
A receita da Micron atingiu US$ 41,456 bilhões, um crescimento de 345,72% em relação ao ano anterior, impulsionado pelo aumento dos preços de DRAM na faixa de 60%. O CEO da Micron, Sanjay Mehrotra, declarou que a demanda por DRAM e NAND excede significativamente a oferta, e essa escassez se estende além de 2027. A empresa possui 16 Acordos de Cliente Estratégico (SCA) que cobrem cerca de 20% do volume de DRAM e um terço do volume de NAND, com um RPO de aproximadamente US$ 100 bilhões.
Em contraste, a Apple alcançou US$ 111,184 bilhões no trimestre, com a receita do iPhone chegando a US$ 56,994 bilhões e Serviços atingindo US$ 30,976 bilhões. Tim Cook atribuiu o sucesso à “demanda extraordinária pela linha iPhone 17”. No entanto, a empresa de tecnologia enfrenta pressão para aceitar preços mais altos de memória para defender suas margens de hardware.
A análise indica que a Micron está estruturalmente mais vantajosa no ciclo atual, devido aos contratos de piso de US$ 100 bilhões. A Apple, por sua vez, conta com um programa de recompra de US$ 100 bilhões e o crescimento dos Serviços para amortecer o choque de custos de insumos.

