O Paquistão realizou um ataque aéreo e terrestre contra o Afeganistão, o mais letal nos últimos meses, resultando em 36 mortos e 163 feridos, segundo o governo afegão. A ofensiva, que visa grupos armados, representa uma nova escalada de violência entre os países vizinhos.
O ministro da Informação do Paquistão, Attaullah Tarar, declarou que a operação teve como alvo o grupo Jamaat-ul-Ahrar, dissidência do Tehreek-i-Taliban Pakistan (TTP), grupo ligado a um atentado ocorrido em Karachi. As autoridades paquistanesas afirmam que a ação visava atingir esconderijos de militantes, mas o governo afegão rejeita a acusação, negando que seu território seja usado por grupos armados.
Os bombardeios atingiram três províncias no leste do Afeganistão. Um líder comunitário na província de Paktika declarou que um bombardeio contra uma residência matou seis pessoas, descrevendo os moradores como pobres e desamparados. O vice-porta-voz do governo afegão, Hamdullah Fitrat, informou que um local em Paktia foi bombardeado pela segunda vez durante tentativas de resgate.
A operação é considerada a mais letal desde março, quando um ataque em Cabul deixou centenas de mortos, conforme dados da Nações Unidas. Apesar de um cessar-fogo firmado em março, confrontos esporádicos continuam, e os ministérios das Relações Exteriores dos dois países convocaram diplomatas em resposta aos episódios de violência na fronteira.

