A Volkswagen (VW) anunciou o fechamento de quatro fábricas, a redução de modelos e a demissão de 100 mil pessoas. A medida ocorre em meio à forte concorrência de veículos elétricos (EVs) chineses, que inundam os mercados europeu e americano com produtos de baixo custo.
O principal fator para os cortes na montadora alemã é a pressão competitiva dos fabricantes chineses. Segundo a análise, as empresas tradicionais enfrentam dificuldades para competir com os EVs importados. Na Europa, carros de empresas chinesas representam quase 10% do volume de vendas.
A gigante chinesa BYD, por exemplo, está expandindo sua presença na região, com planos de construir fábricas, incluindo uma em Szeged, Hungria, e estudos em Espanha. Enquanto a União Europeia impôs tarifas contra as empresas chinesas, a tendência de carros mais antigos em circulação nos EUA, com média de 12 anos, também representa um risco para as montadoras ocidentais.
O CEO da Ford, Jim Farley, comentou que os carros chineses poderiam “nos levar à falência”. A situação da VW serve como alerta para o setor automotivo ocidental, que passa por uma transformação impulsionada pela tecnologia e pela economia asiática.

