Um economista da Casa Branca, Kevin Hassett, afirmou que a recente estabilidade no mercado de petróleo é passageira. Ele prevê uma queda acentuada nos preços após o aumento da produção de oleodutos da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos, além da normalização do tráfego no Estreito de Ormuz.
Hassett declarou a veículos de comunicação que a oferta real ainda não atingiu seu potencial máximo. Ele explicou que os oleodutos dos países mencionados operavam abaixo da capacidade durante o conflito e retornarão à plena operação. Além disso, o tráfego de navios no Estreito de Ormuz voltará ao volume de mais de cem embarcações por dia, o que, segundo ele, fará os preços caírem.
Os dados de mercado corroboram essa visão. O petróleo WTI fechou em US$ 78,94 por barril em 22 de junho de 2026, representando uma queda de 21,3% em relação ao pico de US$ 112,25 registrado em 18 de maio. O preço médio da gasolina no varejo também diminuiu, atingindo US$ 3,91 por galão em 22 de junho, comparado a US$ 4,50 em 11 de maio.
Sobre a inflação, Hassett separou a questão do petróleo. Ele comentou que o aumento de custos de energia afeta mais a inflação geral do que a inflação central. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) geral em maio de 2026 estava em 334,0, mas a inflação central PCE, preferida pelo Federal Reserve, cresceu de forma mais estável.
O analista também mencionou que um crescimento impulsionado por avanços em inteligência artificial pode ser deflacionário. No entanto, ele alertou que o sentimento do consumidor, medido pela Universidade de Michigan, indica que as famílias ainda não percebem um cenário de superabundância de produtos.

