Empresas gastam uma média de US$ 11,5 milhões anualmente em inteligência artificial, mas a maioria não consegue comprovar retorno financeiro dos investimentos. O desafio da adoção de IA corporativa reside na lacuna entre o capital investido e os resultados de negócio mensuráveis, segundo análises recentes.
O gasto empresarial com IA enfrenta uma crise de retorno sobre o investimento (ROI), visto que poucas organizações conseguem demonstrar ganhos financeiros concretos. Enquanto Alphabet levantou US$ 84,75 bilhões para infraestrutura de IA, a Vanguard projeta US$ 2,1 trilhões em despesas de capital no setor entre 2025 e 2027. A velocidade do dinheiro saindo dos balanços é alta, mas o retorno é mais lento.
A dificuldade se manifesta nas ofertas de fornecedores, que promovem soluções complexas sem divulgar períodos de retorno. Dados do Bureau of Economic Analysis indicam que o setor de Informação cresceu 1,5% no primeiro trimestre de 2026, um ritmo menor que os 3,2% registrados no terceiro trimestre de 2025. Isso sugere que a produtividade mensurável da IA ainda não se traduziu em aceleração setorial.
Contudo, casos específicos demonstram potencial. Uma empresa de saúde, por exemplo, acelerou o processamento de pagamentos em 320 vezes, e um escritório de advocacia reduziu a pesquisa de documentos de três meses para dez minutos. Um especialista, Nufar Gaspar, afirma que o fator decisivo para o sucesso da adoção de IA é o envolvimento prático dos líderes, e não apenas a tecnologia.

