João Pessoa opera com dois mercados imobiliários distintos: um déficit habitacional estrutural que ultrapassa 60 mil unidades na Região Metropolitana, segundo a FGV, e um segmento de alto padrão em expansão na orla.
A cidade apresenta uma dualidade de mercado. De um lado, o déficit habitacional atinge faixas de renda de até três salários mínimos, sendo atendido pelo programa Minha Casa, Minha Vida. De outro, o segmento de médio e alto padrão cresce, impulsionado por compradores de alta renda, frequentemente vindos de outros estados.
Profissionais de alta renda, muitos deles de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, buscam João Pessoa pela combinação de qualidade urbana litorânea e custo de vida menor que nas grandes metrópoles do Sudeste. Esse deslocamento de referência de preço sustenta a valorização do alto padrão.
Para as incorporadoras, a clareza de posicionamento é um fator de eficiência comercial. Segundo George Vasconcelos, diretor da Nordeste Incorporações, “No mercado imobiliário, clareza de posicionamento é pré-requisito para eficiência comercial. Você precisa saber exatamente para quem está construindo antes de definir o produto.” Dados do IBGE e do Secovi-PB indicam que o segmento de médio-alto padrão registrou crescimento acima da média nacional nos últimos dois anos.

