Ações de empresas de cibersegurança, como Palo Alto Networks, CrowdStrike e Okta, subiram na segunda-feira, impulsionadas por uma projeção da UBS que estima o mercado global de segurança em US$ 974 bilhões em 2026. O movimento reflete um tom de risco no setor de software, mas os altos múltiplos de avaliação geram questionamentos sobre a sustentabilidade dos ganhos.
Palo Alto Networks registrou alta de 9% para US$ 331,91, liderando o rali entre as plataformas de cibersegurança. CrowdStrike subiu 7% para US$ 747,84, e Okta avançou 5% para US$ 130,23. No ano até agora, as ações dessas companhias superaram o desempenho do NASDAQ 100, que subiu 16% no mesmo período.
O otimismo do setor foi reforçado por um relatório da UBS, que prevê que o mercado global de segurança e proteção alcance US$ 974 bilhões em 2026. A UBS considera a cibersegurança o principal motor de crescimento nesse mercado. Além disso, os resultados recentes das empresas apoiam o cenário: Palo Alto Networks reportou crescimento de 31% na receita no terceiro trimestre do ano fiscal de 2026.
Apesar do bom desempenho, os múltiplos de avaliação permanecem elevados. Palo Alto Networks negocia a 283,51x P/L ajustado, enquanto Okta está a 94,46x P/L. A falta de margem para erro é notada, pois o crescimento futuro da receita precisa ser rápido o suficiente para justificar os valores atuais das empresas.

