A Suprema Corte dos Estados Unidos permitiu que o presidente demita uma comissária da Federal Trade Commission (FTC), agência que regula a concorrência. A decisão expande os poderes presidenciais, revertendo um precedente de 1935. Contudo, a Corte proibiu o presidente de demitir a diretora do Federal Reserve (Fed) e rejeitou recurso sobre acusação de abuso sexual.
O presidente dos EUA comemorou a decisão da Suprema Corte, que lhe concede o poder de demitir uma comissária da FTC. Segundo o presidente, a medida era almejada desde a década de 1930. A decisão representa uma vitória para o republicano, embora tenha ocorrido no mesmo dia de outras derrotas políticas.
Em outro julgamento, a Suprema Corte impediu o presidente de demitir a diretora do Federal Reserve (Fed), Lisa Cook. O republicano havia anunciado a destituição no ano passado. Se a medida tivesse sido concretizada, seria o primeiro presidente a destituir um integrante do Fed desde sua criação, em 1913. A Casa Branca recorreu, e a Corte confirmou a proibição nesta segunda-feira (29), com cinco ministros votando contra quatro.
A Corte também decidiu apoiar leis estaduais que contam cédulas de correio recebidas após o dia da eleição de meio de mandato. Além disso, o tribunal rejeitou uma tentativa do presidente de anular a decisão de um júri de 2023 que concluiu que ele abusou sexualmente de uma escritora e a difamou. Com os recursos esgotados, o presidente deverá pagar US$ 5 milhões, o equivalente a R$ 25,8 milhões, à escritora.

