Andy Burnham, candidato à liderança do Partido Trabalhista, propôs descentralizar o poder político no Reino Unido para estimular o desenvolvimento econômico em todas as regiões. Ele criticou a cultura centralista, alegando que o crescimento deve ser gerado localmente, e indicou um novo centro de coordenação em Manchester.
Burnham apresentou um modelo político focado no “maior reequilíbrio de poder” do país. Ele afirmou que a sede do governo, Whitehall, deve aceitar que o crescimento não pode ser imposto de cima, mas sim cultivado a partir da base. O candidato apontou o centralismo como causa dos desequilíbrios econômicos no Reino Unido.
Para implementar essa visão, ele indicou que o escritório em Manchester seria o centro nevrálgico de um Reino Unido reconfigurado, responsável por redistribuir poder e recursos. Burnham citou o sistema alemão dos “Länder” como exemplo, defendendo que as regiões conduzam seus próprios modelos de geração de empregos.
O ex-prefeito de Manchester também enfatizou a necessidade de moradias públicas em todo o país, sob uma política de “moradia em primeiro lugar”. Ele propôs reverter um modelo econômico que, segundo ele, desde meados do século XX não prioriza as pessoas comuns, buscando um crescimento de qualidade em cada código postal em um prazo de dez anos.

