O investidor Michael Burry comprou opções de compra (LEAP) de Microsoft com vencimento em dezembro de 2028, apostando que a queda da ação está exagerada diante dos fundamentos acelerados da empresa. A aposta se deu quando a ação negociava em patamares inferiores aos US$ 700 definidos no contrato.
Burry adquiriu opções de compra de longo prazo, um instrumento diferente da posse direta de ações. Ele pagou um prêmio pelo direito de comprar ações da Microsoft a cerca de US$ 700 por ação em dezembro de 2028. Na época, a ação comercializava entre US$ 356 e US$ 360, após uma queda de 25% no último ano.
A lógica contrária do investidor baseia-se no desempenho recente da Microsoft. No terceiro trimestre de 2026, a receita cresceu 18,3%, totalizando US$ 82,89 bilhões. Além disso, o negócio de Inteligência Artificial da companhia alcançou uma taxa anualizada de US$ 37 bilhões, representando um aumento de 123% ano a ano.
A posição de Burry reflete uma visão de que a ação está descontada em relação ao crescimento do negócio. Analistas de mercado apontam que 40 deles classificam a ação como Compra, com um preço-alvo médio de US$ 561,11. Para que as opções de Burry se concretizem, a Microsoft precisa ultrapassar US$ 700 mais o valor do prêmio até dezembro de 2028.


