O governo federal direcionou um esforço nacional em computação quântica após a assinatura de uma ordem executiva. A iniciativa busca financiar a tecnologia, assegurar cadeias de suprimentos e desenvolver mão de obra, visando impedir que nações adversárias, como a China, obtenham vantagem estratégica.
A computação quântica utiliza qubits, que diferem dos bits clássicos ao poderem existir em múltiplos estados simultaneamente, uma propriedade chamada superposição. Essa capacidade teórica permite que os computadores quânticos resolvam problemas que levariam milênios para máquinas convencionais.
A aplicação imediata mais crível se concentra em ciência e indústria, como simulação molecular para descoberta de medicamentos e otimização de problemas logísticos. A IBM projeta que o setor atinja US$ 1,3 trilhão até 2035. Um relatório do MIT de 2025 apontou que patentes quânticas cresceram cinco vezes na última década.
Apesar do potencial, a tecnologia enfrenta grandes desafios. Processadores atuais são frágeis e exigem resfriamento extremo, segundo a IBM. O projeto é considerado um empreendimento de décadas, com metas de 200 qubits lógicos até 2029. A ordem executiva também estabelece um esforço para construir um computador em uma instalação do Department of Energy.

