Uma onda de calor intensa atingiu a Europa Ocidental e avançou para o leste, resultando em mais de 1.300 mortes em cerca de uma semana, segundo autoridades de saúde e a Organização Mundial da Saúde. O fenômeno, marcado por temperaturas superiores a 40°C, levou ao colapso parcial de serviços públicos e à decretação de alertas máximos nos sistemas de saúde.
A França, considerada o país mais afetado, registrou cerca de 1.000 mortes acima do esperado. Cerca de 85% das vítimas tinham mais de 65 anos, e houve aumento de óbitos dentro de residências. A situação na Alemanha também foi crítica, com registros de temperaturas históricas, como 41,5°C e 41,7°C em picos registrados em municípios locais.
A Organização Mundial da Saúde alertou que o calor extremo é um risco à saúde pública, classificando o estresse térmico como um “assassino silencioso”. A entidade afirmou que o continente aquece cerca de duas vezes mais rápido que a média global, sobrecarregando infraestrutura elétrica e sistemas de saúde.
Cientistas explicam o evento como resultado de um “domo de calor”, sistema de alta pressão intensificado pelo aquecimento do Ártico. O programa Copernicus Climate Change Service indica que eventos extremos de calor se tornaram mais frequentes nos últimos 25 anos, com 95% da Europa registrando temperaturas acima da média em 2025.

