Três ETFs permitem que investidores aloquem cerca de 25 mil dólares em Bitcoin e Ethereum diretamente em contas de corretoras tradicionais, eliminando os riscos operacionais associados a plataformas de criptomoedas. Os fundos, como IBIT, FBTC e ETHA, detêm as moedas digitais sob custódia institucional, dispensando a necessidade de gerenciamento de chaves privadas.
A posse direta de criptoativos exige que o investidor atue como seu próprio banco e equipe de segurança. Os ETFs spot invertem esse modelo: o emissor do fundo contrata um custodiante regulamentado para guardar as moedas, enquanto o investidor mantém cotas do fundo em sua corretora. Para uma alocação focada em Bitcoin, uma divisão sugerida inclui dois fundos de Bitcoin e um fundo de Ethereum.
O iShares Bitcoin Trust ETF (IBIT), operado pela BlackRock, acompanha o preço spot do Bitcoin e possui taxa de despesa líquida de 0,33%. O FBTC, outro fundo de Bitcoin, apresenta taxa de 0,25% e utiliza a custódia da Fidelity Digital Assets. O ETHA, equivalente spot do Ethereum, também é gerido pela BlackRock com custódia da Coinbase.
Embora os ETFs resolvam o problema de custódia, eles não eliminam a volatilidade do mercado. O Bitcoin caiu 20,11% no último mês, e o Ethereum registrou queda de 23,15%. No entanto, a tese de longo prazo permanece, com o Bitcoin subindo 8.619,03% e o Ethereum 12.604,5% em dez anos, segundo dados históricos.

