A Suprema Corte dos Estados Unidos impediu, nesta segunda-feira (29/06/2026), que o presidente Donald Trump demita uma governadora do Conselho do Federal Reserve (FED). A decisão, tomada por 5 votos a 4, baseou-se na falta de proteções processuais concedidas à governadora, garantindo sua capacidade de contestar as acusações do presidente.
A Corte entendeu que, sem as proteções legais, a governadora não poderia contestar adequadamente as alegações feitas pelo presidente. Desde a fundação do FED em 1913, nenhum outro presidente tentou remover um governador do Conselho. O juiz conservador John Roberts declarou que a decisão visa proteger a independência do FED, afirmando que não há motivo para gerar dúvidas sobre a instituição financeira.
A governadora agradeceu a decisão, alegando que o processo foi uma tentativa de interferência política. Ela afirmou que recusou-se a ceder à pressão, mantendo a definição de taxas de juros baseada no interesse do povo americano. Trump, por sua vez, justificou o movimento como sendo por questões “estritamente processuais”, alegando que medidas seriam tomadas contra quem cometeu irregularidades.
A governadora é a primeira mulher negra a ocupar o cargo no Conselho do FED. Anteriormente, ela atuou como professora de economia. A decisão da Suprema Corte ocorreu em um dia em que a Corte também permitiu a demissão de um dirigente de outra agência reguladora, ampliando o poder presidencial em outros órgãos federais.

