Os juros futuros fecharam em baixa pela sexta sessão consecutiva nesta segunda-feira. A queda foi sustentada por um cenário externo estável e pela expectativa de continuidade dos cortes da taxa Selic, conforme apontado por analistas do mercado.
A tendência de alívio nos prêmios de risco foi firme pela manhã, mas perdeu força à tarde devido à partida de futebol entre Brasil e Japão, em um ambiente de liquidez reduzida. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 registrou taxa de 14,035%, em queda de 14,059% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2028 caiu de 14,159% para 14,100%.
O economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez, comentou que a sessão não teve gatilhos definidos, mas viu os prêmios ainda “dilatados”, considerando a perspectiva de distensão monetária pelo Banco Central. Ele previu que as taxas devem continuar caindo com a consolidação do preço do petróleo em patamar mais baixo, citando que a decisão do Copom ocorreu quando o barril estava a US$ 90, e hoje está em torno de US$ 73.
Internamente, o Boletim Focus indicou acomodação nas medianas de inflação e Selic. A expectativa de IPCA em 12 meses manteve-se em 4,14%. Por sua vez, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de junho caiu 0,50%, um resultado melhor que a mediana das estimativas, segundo o economista-chefe da Bravonte Capital, Eduardo Velho.

