A expansão desordenada de agentes autônomos de inteligência artificial, conhecida como ‘agent sprawl’, representa um risco crescente à governança corporativa no Brasil. Gestores de TI relatam operar uma média de 32 agentes, mas a falta de visibilidade sobre suas operações gera preocupações de segurança e conformidade.
O fenômeno ‘agent sprawl’ ocorre quando agentes de IA, que tomam decisões e acessam sistemas sem aprovação humana contínua, se multiplicam sem controle. Segundo um levantamento da Jitterbit, 99% das empresas brasileiras planejam resultados com IA nos próximos 12 meses, um ritmo que dificulta a implementação de governança adequada. A consultoria Gartner estima que apenas 13% das organizações possuem controle suficiente para gerenciar esse volume de agentes.
A ausência de visibilidade centralizada transforma os riscos de segurança, que antes estavam concentrados em aplicações únicas, em ameaças espalhadas por todo o ambiente corporativo. Um gestor de TI da Jitterbit afirmou que o desafio reside na falta de controle sobre como os agentes operam e quais dados acessam. Segurança e conformidade foram citadas por 42,1% dos gestores brasileiros como o principal obstáculo à automação ponta a ponta.
Para mitigar o risco, especialistas recomendam tratar os agentes como ativos corporativos, definindo critérios de criação e métricas de desempenho. A implementação de normas, como a ISO/IEC 42001, e a separação de camadas de modelo, integração e dados são apontadas como caminhos para equilibrar a adoção acelerada com a responsabilidade corporativa.

