O canabidiol (CBD) tem sido utilizado por atletas de alto rendimento como auxiliar na recuperação física e prevenção de lesões. Apesar de permitido pela Agência Mundial Antidoping (WADA) e pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), especialistas alertam que o uso requer acompanhamento médico e atenção à procedência dos produtos.
A médica especialista em canabinologia, Juliana Bogado, explicou que o CBD não gera efeito psicoativo, ao contrário do tetrahidrocanabinol (THC), que permanece proibido para atletas. A especialista afirmou que a principal cautela reside na escolha de produtos confiáveis, pois rótulos podem não indicar a ausência de outros canabinoides psicoativos.
Além da recuperação muscular e efeito anti-inflamatório, o CBD atrai interesse por suas propriedades neuroprotetoras, importantes em modalidades de alto impacto. Segundo Bogado, o uso no Brasil ocorre majoritariamente por iniciativa dos próprios atletas, como jogadores de futebol e lutadores de MMA, enquanto a adoção institucional pelos clubes permanece restrita.
A especialista comentou que o mercado brasileiro de cannabis medicinal expandiu muito nos últimos dez anos, posicionando o país entre os mais avançados globalmente. Contudo, ela concluiu que o paciente deve buscar um médico experiente e pesquisar a procedência do medicamento antes de iniciar qualquer tratamento.

