A frota de caminhões no Brasil, considerada velha, encarece o transporte e reduz a produtividade do setor, afirmou Roberto Cortes, CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus. O executivo declarou que a idade média dos veículos é duas vezes superior à observada na Europa e nos Estados Unidos, exigindo uma política de renovação.
Cortes disse que a frota brasileira possui cerca de 300 mil caminhões com mais de 20 anos em circulação, muitos dos quais estão nas mãos de caminhoneiros autônomos. Ele explicou que esses veículos antigos poluem e não são produtivos. Para o presidente da Volkswagen Caminhões e Ônibus, a renovação da frota reduziria o custo Brasil e o custo do frete, tornando a logística mais acessível.
O executivo defendeu uma política público-privada para viabilizar a troca de veículos, mas apontou o crédito como principal entrave. Ele afirmou que o caminhão serve como garantia real do financiamento do autônomo. Além disso, Cortes destacou que a infraestrutura rodoviária é um gargalo, com apenas 12% das rodovias em boas condições, apesar de 65% das mercadorias serem transportadas por rodovia.
Sobre o futuro, Cortes comentou que o Brasil pode ser vitrine de alternativas de descarbonização, como biocombustíveis. Ele também mencionou que o setor encolheu 25% em janeiro e fevereiro, e que o alto custo do financiamento, que pode chegar a 20%, dificulta a compra de veículos novos.

