O Instagram e o Facebook, plataformas da Meta, exibem anúncios de páginas sem responsáveis identificáveis que atacam o senador Flávio Bolsonaro e o governador Tarcísio de Freitas. A prática, identificada por veículos de comunicação, envolveu um investimento total de R$ 1.299.214 em publicações políticas nos últimos 90 dias.
Sete perfis sem identificação impulsionaram conteúdo contra os políticos e a favor de Fernando Haddad, pré-candidato pelo PT ao Governo de São Paulo. Apesar de terem poucos seguidores, os perfis investiram valores altos, associando, por exemplo, o senador Flávio Bolsonaro ao crime organizado. As páginas utilizam estratégias semelhantes, como frases genéricas e datas de registro de anunciantes próximas, sugerindo uma ação coordenada.
A especialista em direito eleitoral, Amanda Cunha, declarou que apenas atores autorizados podem impulsionar conteúdos político-eleitorais, os quais devem ser identificados. Ela afirmou que o anonimato visa burlar as regras eleitorais, interferindo na igualdade entre os candidatos e prejudicando a qualidade da informação recebida pelo eleitor.
Um dos anúncios do perfil Radar do Planalto impulsionou um vídeo com o título “Flávio Bolsonaro gosta de ter milicianos e assassinos ao seu redor”, com gasto de cerca de R$ 3.000. Outros perfis, como o Contra a Maré, tiveram gastos menores, mas também direcionaram ataques a Tarcísio de Freitas e a favor de Haddad.

