A possível formação de grandes blocos internacionais de poder pode alterar a ordem geopolítica mundial, inserindo o Brasil em estruturas de coordenação política e econômica. A análise aponta que o impacto será positivo se a integração respeitar a soberania e fortalecer a economia nacional.
A reorganização global colocaria o Brasil em um bloco americano, junto a nações da América do Norte, Central e do Sul. Para que essa integração seja vantajosa, ela precisa fortalecer a economia, ampliar a segurança regional e criar melhores condições de comércio. O país possui território, recursos naturais e posição estratégica para exercer papel de destaque em qualquer arranjo continental.
Contudo, a participação não pode significar submissão aos interesses de uma potência maior. A integração será negativa se for usada para impor decisões externas ou limitar a autonomia brasileira. O país deve atuar como nação soberana, com voz ativa e poder de negociação.
Dirceu Cardoso Gonçalves, dirigente da ASPOMIL, afirmou que a posição ideal do Brasil une cooperação internacional com independência nacional. Ele comentou que a organização será benéfica se for um projeto de integração justa, mas trará riscos se representar dependência política ou alinhamento cego a interesses externos.

