A Copa do Mundo de 2026 projeta um faturamento de US$ 11 bilhões a US$ 14 bilhões com direitos de transmissão e patrocínios. Contudo, o ganho líquido para as 16 cidades-sede é menor, pois a entidade organizadora concentra as receitas diretas, e os lucros dependem de gastos indiretos.
O modelo de negócios do torneio centraliza o faturamento. Os contratos definem que receitas de bilheteria, cotas de televisão e hospitalidade premium ficam com a entidade máxima do futebol. As cidades anfitriãs abrem mão do faturamento do dia do jogo, enquanto os cofres públicos locais cobrem custos operacionais como policiamento e logística.
O impacto econômico real para as cidades depende da rede hoteleira e do setor de serviços, que capturam cerca de 80% do dinheiro gasto por turistas. Os Estados Unidos concentram o maior volume financeiro, com projeção de US$ 17,2 bilhões ao PIB nacional. O México, apesar de receber menos jogos, deve ter o maior acréscimo relativo de crescimento, projetando US$ 11 bilhões em injeção local.
Economistas alertam que o benefício pode ser superestimado devido ao efeito de substituição, onde turistas internacionais substituem visitantes tradicionais. No Canadá, por exemplo, os custos operacionais por jogo chegam a CAD 82 milhões, exigindo forte subsídio estatal.

