O prazo final para o governo do Distrito Federal aportar bilhões ao Banco de Brasília (BRB) e divulgar o balanço consolidado de 2025 deve ser adiado. Os relatórios operacionais do banco estão represados após a Polícia Federal revelar irregularidades e supostos crimes envolvendo o Banco Master.
A operação de recomposição do patrimônio do BRB, que envolve um aporte bilionário do Distrito Federal, deve ser postergada. A paralisação dos relatórios operacionais ocorreu após a operação Compliance Zero da Polícia Federal apontar irregularidades e supostos crimes ligados ao Banco Master. Entre 2024 e 2025, o BRB negociou cerca de R$ 30 bilhões com a instituição, mas estima que pelo menos R$ 8,8 bilhões desses créditos são inexistentes ou de difícil recuperação.
Para cobrir parte desses títulos ruins, o governo afirma conseguir recuperar R$ 2,2 bilhões. Contudo, a recomposição total exige um empréstimo adicional de R$ 6,6 bilhões. A Secretaria de Economia informou que o contrato depende de trâmites das instituições financeiras envolvidas, como o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), e não há prazo legal para sua conclusão.
O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, havia previsto a apresentação dos balanços de 2025 até 30 de junho. Além disso, a formalização do acordo depende da definição de taxas de juros e da apresentação de um plano de negócios que comprove a suficiência dos recursos para a perenização do banco.

