Arquitetos debateram em Barcelona, durante o Congresso Mundial da UIA, as mudanças necessárias na construção civil frente ao aumento de temperaturas na Europa. Os especialistas afirmaram que o setor é responsável por quase 40% das emissões e que o design deve se adaptar a climas mais quentes, como o do Norte da África.
Os profissionais apresentaram autocrítica sobre o setor, defendendo a reparação, restituição e reutilização radical de edificações. Eles também defenderam ouvir mais o entorno e repensar o conceito de privilégio em prol do bem comum.
O arquiteto Philippe Rahm alertou que o clima atual não é mais europeu. Ele declarou: “Ya no estamos en un clima europeo, sino en el del sur de España o del norte de África: ya no pensamos en construir para Suiza, sino para Túnez”.
Rahm recomendou projetar com parâmetros climáticos. Segundo ele, isso permite uma melhor sobrevivência mesmo diante de um colapso, como um apagão ou o encarecimento da energia.

