A poeta polonesa Wisława Szymborska, laureada com o Prêmio Nobel de Literatura em 1996, cria obras que forçam o leitor a confrontar a complexidade do mundo. Seus poemas, que abordam desde pedras até estrelas, exploram a existência com uma ironia sutil e profundidade.
A obra de Szymborska, traduzida pela polonesa Regina Pryzien e lançada pela Companhia das Letras, descreve um mundo dolorido e colorido. A autora, que viveu a Segunda Guerra Mundial, escreveu sobre os eventos históricos, como a busca por poder que dizimou milhões.
Seus poemas não se encerram na última linha. A poeta transforma objetos aparentemente insignificantes em questões sobre o tempo, a memória e a linguagem. O leitor pode concluir que entendeu tudo, mas logo depois perceber que talvez não tenha compreendido nada.
A escrita de Szymborska é descritiva, dialógica e investigativa. Ela antropomorfiza elementos, como pedras, enquanto seu eu lírico reflete sobre a grandiosidade e a insignificância dos fatos, como o astro distante que não merece uma tese de doutorado.

