A economia da zona do euro demonstrou maior resiliência a choques, permitindo que o Banco Central Europeu (BCE) ajuste as taxas de juros sem temer tensões financeiras, declarou a presidente do banco, Christine Lagarde, na segunda-feira (29). O bloco monetário de 21 países deve lidar com crescentes choques inflacionários, exigindo que os formuladores de política monetária decidam entre ignorar a volatilidade ou agir com firmeza.
Segundo Lagarde, a resiliência econômica resulta do conjunto de ferramentas do BCE, da arquitetura financeira aprimorada da zona do euro e de instrumentos como a supervisão bancária conjunta. Ela comentou em fórum do BCE que, embora choques possam afastar a inflação da meta, a resiliência europeia contém seus efeitos na economia.
O BCE, que foi o primeiro grande banco central mundial a aumentar juros em resposta ao choque energético da guerra no Irã, debate agora a necessidade de medidas adicionais para conter pressões de preços. A presidente explicou que o banco utiliza avanços na análise de dados para obter um panorama em tempo real, o que confere tempo para a tomada de decisão.
Essa estrutura de política monetária permite que o BCE não fique sob pressão de tempo, pois os mercados financeiros antecipam movimentos de juros antes da alteração oficial. Lagarde afirmou que o banco usará inovações recentes para guiar suas próximas decisões, buscando uma zona intermediária entre choques ignoráveis e aqueles que requerem reação firme.

