Peter Schmidt, pesquisador e ativista norte-americano, analisou os efeitos das plataformas digitais na sociedade contemporânea. Ele criticou o modelo de negócios das grandes empresas de tecnologia, baseado na captura da atenção dos usuários, e defendeu o ‘ativismo da atenção’ para preservar a autonomia humana.
Schmidt, cofundador do coletivo internacional Amigos da Atenção e diretor da Strother School of Radical Attention, defende que o poder das plataformas influencia o comportamento humano, o debate público e a democracia. Ele propõe alternativas para fortalecer o pensamento crítico e a participação democrática.
O pesquisador utilizou o conceito de “human fracking” para comparar a exploração da subjetividade humana à extração agressiva de petróleo. Segundo Schmidt, o modelo atual das big techs se sustenta na captura da atenção dos indivíduos.
Em sua análise, ele apresentou a proposta de resgatar espaços de convivência que não dependam de telas, visando mitigar os impactos da economia da atenção na vida social.

