A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e órgãos de gestão hídrica de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro autorizaram, na segunda-feira (22), a Sabesp a aumentar a captação de água da bacia do Rio Paraíba do Sul para reforçar o Sistema Cantareira, que atende cerca de 10 milhões de pessoas na Grande São Paulo e opera com 39,9% da capacidade.
Com a autorização temporária, o volume máximo anual transferido do reservatório da Usina Hidrelétrica Jaguari, no sistema Paraíba do Sul, para o reservatório Atibainha, no Cantareira, subirá dos atuais 162 hectômetros cúbicos (hm³) para 268,28 hm³ em 2026. A medida vale até 31 de dezembro deste ano. Segundo os órgãos gestores, o aumento atende a pedido da Sabesp e teve apoio dos comitês das bacias hidrográficas de Paraíba do Sul, Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) e Alto Tietê.
O Cantareira, principal manancial da Grande São Paulo, encontra-se na faixa de atenção. Se o nível continuar abaixo de 40%, pode entrar na faixa 3, de alerta, o que reduziria a vazão autorizada para captação de 31 m³/s para 27 m³/s. A transferência extra poderá ser suspensa automaticamente caso o Cantareira volte a operar acima de 60% do volume útil ou se a Sabesp utilizar a vazão média mensal sem restrições.
Em nota, a Sabesp afirmou que a autorização está prevista nas regras de operação do sistema e integra uma estratégia de segurança hídrica. A companhia informou que pretende investir R$ 7,8 bilhões até 2030 em modernização, ampliação de tratamento e novas interligações entre mananciais. A empresa disse ainda que acompanha continuamente os níveis dos reservatórios e que as projeções para 2026 indicam segurança no abastecimento mesmo em cenários hidrológicos adversos.

