O Brasil pode liderar a mineração do futuro, defende Pablo Cesário, diretor e presidente do Ibram. Ele apresentou o posicionamento durante o evento Nova Era da Mineração, realizado em São Paulo nesta terça-feira (30). Cesário argumenta que o país precisa mudar o foco do setor, alinhado ao PL dos Minerais Críticos e Estratégicos.
Cesário afirmou que o país possui condições para assumir essa liderança, aproveitando centros de pesquisa e universidades. Segundo o executivo do Ibram, o Brasil deve deixar de ser apenas importador de tecnologia para se posicionar na ponta do desenvolvimento. O setor também necessita de melhorias no financiamento, exigindo medidas tributárias e o uso de ‘Flow-through shares’ para captação de recursos.
O presidente do Ibram declarou que o Brasil deve ser proativo nas discussões globais. “Muito mais do que receber propostas de como receber acordos; é um país a fazer propostas. A gente quer co-criar tecnologia e financiamento; criar prosperidade pro país”, disse Cesário. Ele concluiu que o país precisa ser protagonista nas discussões sobre mineração do futuro.
O encontro, que reuniu autoridades e especialistas, ocorreu em um momento em que o Brasil busca transformar sua vantagem geológica em poder econômico. Estima-se que os minerais críticos podem elevar o PIB nacional em R$ 243 bi até 2050.

