Muitos empreendimentos não enfrentam barreiras por falta de oportunidades ou concorrência, mas sim pela forma como o líder pensa e reage. Segundo Kênia Cristina, mentora de negócios, o maior desafio está na condução do próprio negócio, que frequentemente opera em modo de sobrevivência.
A especialista afirma que empresários costumam acumular funções e centralizar decisões, o que gera fragilidade na estrutura de gestão, mesmo com aumento de faturamento. Ela explica que as empresas absorvem os comportamentos e padrões emocionais de quem as lidera. Quando o gestor atua com insegurança ou se prende às demandas operacionais, sua capacidade de desenvolver uma visão estratégica diminui.
Para compreender esses padrões, a análise de perfil comportamental DISC é citada como ferramenta relevante. A metodologia avalia quatro fatores: Dominância, Influência, Estabilidade e Conformidade. A especialista detalha que perfis de Dominância executam com força, mas podem ser controladores, enquanto perfis de Conformidade são analíticos, mas podem atrasar decisões por cautela.
Kênia Cristina ressalta que o crescimento não depende apenas de conhecimento técnico, mas da capacidade emocional do líder. Ela conclui que a evolução empresarial está ligada aos ambientes que o gestor frequenta e às referências que ele escolhe. A reflexão proposta é: “Talvez a pergunta mais importante não seja o que falta na empresa, mas o que ainda precisa ser desenvolvido no próprio líder para sustentar o próximo nível do negócio.”

