O ex-marido de uma estudante de Medicina, morta com mais de cem facadas em Minas Gerais, afirmou que a vítima havia solicitado medida protetiva contra o namorado, principal suspeito do feminicídio. O crime ocorreu em um apartamento em Barbacena, e o suspeito foi preso e está sob investigação da Polícia Civil.
Francisco Daniel Siqueira, pai dos filhos da jovem, relatou que, meses antes do assassinato, a estudante registrou boletim de ocorrência sobre ameaças do namorado, alegando ciúmes excessivo. Siqueira disse que uma vizinha informou que a vítima havia pedido a proteção judicial, mas retirou a medida por acreditar em mudança do agressor.
O corpo da estudante foi encontrado pelo ex-marido, após uma amiga relatar o desaparecimento. As autoridades constataram que a vítima foi atingida por mais de uma centena de golpes, o que o Ministério Público classificou como ‘extrema violência e dolo intenso’.
O caso é tratado como feminicídio, crime previsto no Código Penal quando o assassinato de uma mulher ocorre em contexto de violência doméstica ou por razões da condição de sexo feminino. A Polícia Civil conduz as investigações para reunir provas e ouvir testemunhas.

