O Parlamento francês aprovou, na segunda-feira, 29 de junho de 2026, um projeto de lei que taxará e proíbe a publicidade de plataformas de ultra-fast fashion, como Shein, Temu e AliExpress. A medida torna a França o primeiro país europeu a aplicar taxação a empresas chinesas nesse setor.
A legislação visa combater o impacto ambiental da moda descartável, que contribui com quase 10% das emissões globais de gases de efeito estufa. A lei estabelece uma taxa por peça de produção têxtil em massa, variando conforme a pontuação da marca em dois critérios: volume de roupas no mercado e custo de reparo em relação ao preço de compra.
O ministro do Comércio da França, Serge Papin, declarou que as plataformas são responsáveis por essa moda antiecológica. A proposta inclui multa de até 50% do preço do produto para as plataformas a partir de setembro de 2026. Além disso, a publicidade de ultra-fast fashion será proibida em todos os meios de comunicação a partir de 1º de janeiro de 2027.
Apesar da aprovação, a Comissão Europeia questionou a conformidade das regras com a legislação da UE. O governo francês afirmou que a base legal segue princípios usados na regulamentação de álcool e cigarros. Deputada Anne-Cécile Violland, que propôs o projeto, disse que era necessário uma legislação que entrasse em vigor rapidamente.

