O corpo de um pastor mineiro, que faleceu durante os terremotos na Venezuela, não pode ser trazido ao Brasil por voo comercial. O translado internacional exige procedimentos complexos e pode custar até R$ 50 mil, segundo a família.
A repatriação de um corpo segue regras distintas do transporte de passageiros, o que torna o processo mais caro e burocrático. O Ministério das Relações Exteriores detalha que o translado internacional exige a emissão de documentos consulares, autorizações sanitárias, embalsamamento e contratação de serviço funerário especializado.
Em casos semelhantes, o transporte de corpos do exterior para o Brasil foi orçado entre R$ 30 mil e R$ 200 mil, variando conforme a urgência e a distância. O governo brasileiro não cobre despesas como translado, cremação ou sepultamento, sendo o custo de responsabilidade da família ou de redes de apoio.
O processo consular de óbito é gratuito, mas a certidão emitida pela embaixada deve ser transcrita em cartório no Brasil para ter validade legal. Além disso, são necessárias autorização para transporte internacional, certificado de embalsamamento e atestado sanitário.

