Roberta Medina, vice-presidente da Rock World, afirmou que, embora os fãs de rock manifestem críticas nas redes sociais, o público do pop é o que esgota os dias de maior movimento no Rock in Rio em Lisboa. O festival, realizado no Parque Tejo, recebeu cerca de 330 mil pessoas ao longo dos quatro dias de shows.
Medina declarou que os fãs de rock são expressivos, mas ressaltou que o público pop é o que garante a lotação nos dias de pico. Ela explicou que o festival valoriza o rock e o metal, mas que a programação depende diretamente do mercado e da disponibilidade dos artistas. “A gente é rock, é pop. E a gente aqui até adotou o ‘all in Rio’. Porque é isso, é tudo. Sempre foi. Se a gente olhar para 1985, sempre foi sobre todos os estilos. Nunca foi só rock”, relembrou a empresária.
Em relação à infraestrutura, Medina fez um balanço positivo sobre a edição em Lisboa. Segundo ela, as queixas da edição anterior, como filas em banheiros e bares, foram resolvidas com a duplicação de estruturas e o alargamento de espaços. No entanto, ela apontou um desafio persistente: o fluxo de pessoas nas ruas que conectam os palcos.
Sobre o futuro, a empresária informou planos de expansão focados no mercado europeu em Portugal, negando que o Rock in Rio vá para outros países. A estratégia visa fortalecer os eventos existentes, aproveitando a tendência do turismo musical. Medina também comentou sobre os artistas, dizendo que o festival potencializa trabalhos bem-feitos, mas não é um caminho para resolver a vida de ninguém.

