O Supremo Tribunal ordenou que o governo credenciasse o presidente para a cúpula da OTAN em Ancara, mas o primeiro-ministro Andrej Babiš confirmou a credenciação, ao mesmo tempo em que pediu ao presidente que reconsiderasse a viagem. O debate gerou críticas sobre o ativismo judicial e a política externa.
O deputado Ivan Bartoš (Piráti) comentou que o primeiro-ministro Babiš estava em desconforto com a situação. Bartoš afirmou que o resultado foi um “paskvil”, e sugeriu que seria melhor o presidente não comparecer à cúpula. Ele também mencionou que alguns membros do governo agem como “banda de fracos”.
Por outro lado, o deputado Libor Vondráček (Svobodní) criticou o Supremo Tribunal, alegando que a corte agiu com ativismo ao emitir a medida cautelar em um único dia. Vondráček declarou que o tribunal não deve julgar protocolos de aliança, pois a decisão sobre a delegação cabe ao governo responsável pela política externa.
O presidente Petr Pavel disse que o governo não seguiu a medida cautelar e reiterou sua disposição para um acordo. Segundo ele, o primeiro-ministro poderia escolher um dos dois encontros de cúpula, e o presidente participaria do outro. O ministro das Relações Exteriores, Petr Macinka (Motoristé sobě), informou que o gabinete presidencial contatou o ministério para tentar alinhar a agenda em nível de trabalho.

